
as aulas nessa cidade já irão começar, não conheço ninguém aqui. É tudo tão novo e estranho.
é Fevereiro de 1999, eu sinto frio, medo , e raiva . Me debato entre as paredes dessa casa nova, não me identifico aqui. Esse lugar ecoa um som que jamais escutei. Talvez, se eu ficar queta e coloque minhas coisas em algum lugar, tudo pareça um pouco melhor.
aquela banheira está suja, ouço arranharem as portas, alguns cachorros latem anoite.
acho que essa casa é mal assombrada!
A janela não quer abrir, eu queria fugir.
Mamãe disse que tem alguem que preciso conheçer. Ele tinha bigode, voz grave. Se vestia bem;
Nas manhãs eu via uma mulher de vestido cor clara, batom vermelho, cigarro na mão direita. pareçia que estava bêbada. Ela olhava pela janela do meu quarto, ela sentia vontade de chorar (eu vi em seus olhos) ela sentia uma dor estranha, não era uma dor que passase com algum rémedio. Ela via tudo de um modo obscuro, doentiu e diferente. Ela nunca teve uma companhia a não ser a minha. Eu nunca a vi sorrir. eu até tentei.
'Amor é algo tão intenso. Ela o encontrou até mesmo em um abraço.'
Ela lia livros antigos, com capas despedaçadas.
Ela disse que teve uma boa infância, e que eu deveria aproveitar mais a minha.
Ela gostava de chocolate quente, mais tomava suco de beterraba nas manhãs que ali faziam frio.
sempre gostou de filmes excêntricos, comidas simples, roupas leves, sons diferentes.
Ela era alguem que queria ter vivido no passado.
Ela era eu.

Fodástica a crônica!!!! é realmente mto difícil se adaptar a certo lugares , mais no final tudo da certo , sempre existe uma maneira de se adaptar, o final do texto ficou bem contráditório!!!! Perfeito!
ResponderExcluirbjus